| ADERBAL JUREMA - In Memoriam |
Nascido em 17 de agosto de 1912, na atual João Pessoa, cedo se deslocou da Paraíba para Pernambuco, onde se fez a maior parte de seus estudos, formando-se em Direito pela velha Faculdade do Recife e licenciando-se em Economia.
Aderbal Jurema teve sempre sua vida ligada às atividades literárias: foi Diretor, com Odorico Tavares, da revista Momento, de 1933 a 1935, Redator-chefe da revista literária Nordeste, de 1945 a 1954. Promoveu, com Carlos Moreira, o Primeiro Salão de Poesia do Recife, em 1948. Foi crítico literário do Jornal do Comércio, do Recife, de 1949 a 1954, com artigos reproduzidos na imprensa carioca (Diário de Notícias e Correio da Manhã). Foi Secretário do Congresso Internacional de Escritores no IV Centenário da Cidade de São Paulo, em 1954. E foi o criador da Revista de Educação e Cultura de Pernambuco, de 1954 a 1958.
Professor secundário, professor universitário, especializou-se em Administração Escolar e Educação Comparada, notabilizando-se ainda em outras atividades ligadas ao ensino e à Educação ¾ como diretor do Ateneu Pernambucano e como Secretário da Educação e Cultura nos Governos de Etelvino Lins de de Cordeiro de Farias. Assinale-se mais que, tranferindo sua residência para a Capital da República, por força de sucessivos mandatos legislativos, Aderbal Jurema ali alcançou a direção da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília.
Eleito Deputado Federal por Pernambuco, Aderbal Jurema cumpriu quatro mandatos na Câmara, no período de 1959 a 1979, cabendo-lhe exercer a Vice-Presidência das Comissões de Orçamento e Educação e a Presidência da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, além de ter sido membro da Comissão de Justiça.
Várias vezes Vice-Líder da Maioria, Primeiro Vice-Presidente da Câmara dos Deputados, Aderbal Jurema culminaria a sua vida parlamentar como Senador da República.
Tanto na Câmara quanto no Senado, foram-lhe confiados alguns dos problemas de maior importância para o país, na esfera legislativa e deles se desobrigou com o seu alto espírito público e a sua reconhecida competência.
Toda essa atividade política, com irradiação no Brasil e no estrangeiro, não desviou Aderbal Jurema de sua vocação literária, iniciada em 1934 com os 26 Poemas que publicou em colaboração com o seu velho amigo e companheiro Odorico Tavares.
Em 1952, a Academia Pernambucana de Letras premiou seu notável estudo O Sobrado na Paisagem Recifense, livro que obteve também o Prêmio Centenário de Pereira Tavares.
Em 1952, a Academia Brasileira de Letras, conferiu-lhe o Prêmio Sílvio Romero, de crítica, pelo livro Poetas e Romancistas de Nosso Tempo.
Membro da Academia Pernambucana de Letras, onde ocupou, desde 1967, a Cadeira nº 21.
Foi membro também da Academia Brasiliense de Letras, do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco e da Associação Nacional de Escritores - ANE.
Faleceu no dia 20 de maio de 1986.
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